Título é tudo em um texto. É por meio dele que a pessoa travará o primeiro contato com a narrativa e, se form bastante atrativo, pode conquista o leitor de imediato. Por outro lado, se o que se segue a ele não for bom o suficiente, a estratégia inicial acaba seno inócua. Isso até me faz lembrar de um post sobre o filme Viajo porque preciso, volto porque te amo, dos cineastas Marcelo Gomes e Karim Aimouz, que li hoje no blog Narrativas e Divagações, da Erika Pereira. ela diz que foi ver o filme pelo título, mas que acabou se decepcionando com o desenrolar da trama, que não explicou a que veio afinal. É, isso acontece.Blogs sobre livros e literatura existem vários. Todos muito bons e, como boa leitora, sou fã incondicional da maioria deles. Mesmo assim, arrisquei-me em criar um. Neste blog quero falar não só de livros, mas também da leitura que faço deles e do ato de ler. Não só. Quero ainda abrir um espaço para minhas observações, da vida, do cotidiano, das pessoas. É uma forma de registrar as minhas impressões e compartilhá-las. A quem se dispuser a ler, espero que aprecie, comente e divulgue.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Médico de homens e de almas
Título é tudo em um texto. É por meio dele que a pessoa travará o primeiro contato com a narrativa e, se form bastante atrativo, pode conquista o leitor de imediato. Por outro lado, se o que se segue a ele não for bom o suficiente, a estratégia inicial acaba seno inócua. Isso até me faz lembrar de um post sobre o filme Viajo porque preciso, volto porque te amo, dos cineastas Marcelo Gomes e Karim Aimouz, que li hoje no blog Narrativas e Divagações, da Erika Pereira. ela diz que foi ver o filme pelo título, mas que acabou se decepcionando com o desenrolar da trama, que não explicou a que veio afinal. É, isso acontece.segunda-feira, 7 de junho de 2010
Homens literários
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Lembranças literárias
Sempre costumo dizer que a hora do almoço é a melhor hora do dia quando se está trabalhando. É que atuei muito tempo em uma empresa em que o ar-condicionado era colocado no mínimo no verão, fazendo com que as pessoas ficassem congeladas lá dentro. Então, eu ansiava pelo horário de almoço para poder sair e me aquecer ao sol do meio-dia. Mas foi somente aos 15 anos, quando Fogo Morto, de José Lins do Rego me foi recomendado, é que minha veia literária pulsou mais forte. O romance é a obra-prima do autor e conta, de forma lírica e com linguagem regionalista a decadência dos engenhos de cana-de-áçúcar. A obra traz a história de três personagens: Mestre José Amaro, Coronel Lula de Holanda e Capitão Vitorino, uma espécie de Dom Quixote, considerado como o personagem mais bem construído da literatura brasileira.
Na época, essas histórias regionalistas, que falava de recantos longínquos do país, me fascinavam muito – e ainda fascinam. Depois dele li Menino de Engenho, Doidinho, Banguê, Usina e O Moleque Ricardo, todos de José Lins do Rego, e ainda Vidas Secas e São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Música ao Longe, de Rachel de Queiroz, todos na mesma linha. E não parei mais.
Aos poucos vou colocando a leitura em dia, lendo uma variedade de gêneros, tentando recuperar o tempo em que o objeto livro ainda não havia fincado suas garras na minha pele, se misturando ao meu sangue e alimentando a minha alma. Por isso, vez por outra me pego em uma leitura infanto-juvenil e dos clássicos, que me encantam sempre.
Só espero que as novas gerações comecem cedo, se aventurem o quanto antes pelas páginas dos livros, ampliem sua imaginação, aprendam com as múltiplas leituras, tornem-se críticas e, assim, possam transformar a vida e o mundo.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Era uma vez...
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Bloqueios
Depois de terminar o TCC da pós-graduação, sinto que minhas técnicas redacionais e meu processo criativo foram exauridos até a exaustão (apesar da redundância, o uso do pleonasmo aqui é proposital para intensificar a ideia de "esgotamento"). Afinal, de que outra forma eu poderia explicar o meu afastamento do blog e minhas constantes dificuldades em colocar no papel – no caso na tela – as palavras presas em minha mente?Longe de querer me comparar, seria inútil, mas felizmente não é este meu caso. A apatia pela escrita é só uma reclusão passageira, da qual aos poucos já estou me libertando. Apesar disso, a minha atividade literária não para. As leituras prosseguem e a cada dia chega ao meu conhecimento novos horizontes, novos livros, novas leituras. A minha lista continua a crescer, me deixando atordoada e aflita, mas sigo lendo, cada vez mais, frenetica e apaixonadamente, sem parar.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Doe palavras
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Templo das palavras
Para uma jornalista, profissional que tem a linguagem como seu principal instrumento de trabalho, a constatação pode soar como uma brincadeira, mas não é. O fato é que, grande ou pequeno, completo ou reduzido, não tenho um dicionário da língua portuguesa, na versão impressa, em casa.Bom, aqui cabe um pequeno parênteses, porque muitos podem perguntar “para quê, em tempos de internet, vou querer um dicionário impresso?”
Apesar desse sonho antigo, fico até com a consciência tranquila por não ter adquirido um exemplar antes. É que com as recentes mudanças na ortografia, o dicionário ficaria defasado e eu teria de comprar uma nova edição. Já pensou no prejuízo? Agora, com essas alterações já oficializadas e sacramentadas, sinto-me mais à vontade para procurar um dicionário entre as variedades existentes. O problema é encaixá-lo na minha lista de aquisições literárias a concretizar.
Prioridades à parte, essa lembrança veio à tona por estarmos comemorando hoje o centenário do nascimento de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, que além de se dedicar à lexicografia – técnica de elaboração de dicionários – foi poeta, contista, tradutor, cronista e revisor.
As comemorações do centenário se estenderão por todo o ano no estado alagoano, devendo encerrar-se em 3 de maio de 2011, quando será lançado um documentário biográfico em longa-metragem dirigido pelo cineasta alagoano Werner Salles. Será uma ótima oportunidade para todos nós conhecermos um pouco mais sobre a vida e a obra desse grande estudioso da língua portuguesa.
Até lá, espero ter um dicionário em mãos.