sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Comemorações literárias em 2015

Depois de um período de “molho” e de “balanço” retomo os posts do blog (já estava com saudades) para mais uma jornada de comentários, histórias e observações de leituras e acontecimentos do mundo da literatura. Assim, como já é de praxe, inicio falando de algumas comemorações literárias que ocorrerão neste ano.


2015 é um ano citado na literatura: é o período em que se passa o conto Runaround, de Isaac Asimov. Na trama, dois dos seus personagens mais recorrentes, Gregory Powell e Michael Donovan, são os únicos humanos em Mercúrio. O conto foi escrito em 1941 e publicado pela primeira vez em 1942. Uma boa oportunidade para ler... ou reler. Ele faz parte da coletânea de contos publicados em Eu, Robô.

O ano oferece ainda mais chances para se aventurar e conhecer, ou revisitar, obras de peso da literatura mundial. Em 2015, alguns romances e novelas comemoram 100 anos de publicação, como é o caso de Triste Fim de Policarpo Quaresma, do escritor brasileiro Afonso Henriques Lima Barreto.

O obra de Lima Barreto é um romance do período do Pré-Modernismo. Policarpo Quaresma é um fanático major nacionalista, ingênuo e idealista, cuja vida tragicômica retrata as estruturas sociais e políticas brasileiras durante a Primeira República e o governo de Floriano Peixoto.

A Viagem (The Voyage Out) é outro romance que chega ao seu centenário. É o primeiro romance publicado por Virginia Woolf e foi escrito num período de extrema fragilidade da autora. O tema da obra enfoca o rito de passagem para a maioridade, no qual Rachel Vinrace, a protagonista, parte para a América do Sul, numa viagem de autodescoberta.

Considerada como novela, A Metamorfose, de Franz Kafka, também completa 100 anos em 2015. É uma das obras mais importantes de toda a história da literatura, em que o famoso caixeiro-viajante, Gregor Samsa, se transforma em um inseto monstruoso, mostrando o trágico, grotesco e cruel da condição humana.

Vale ainda lembrar outros romances centenários, como O arco-íris, do escritor inglês D. H. Lawrence; Servidão Humana, do britânico Somerset Maugham; O Espantalho de Oz, da obra “O mágico de Oz”, de Frank Baum; e Los de Abajo, do mexicano Mariano Azuela.


E falando em centenários, 2015 marca ainda os 100 anos de nascimento de importantes escritores, como o brasileiro José J. Veiga. Nascido em 2 de fevereiro, J. J. Veiga foi escritor do realismo fantástico. Entre suas obras estão Os Cavalinhos de Platiplanto, A Hora dos Ruminantes e A Máquina Extraviada.

Em 10 de junho, Saul Bellow, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1976, deverá ser lembrado pelo seu centenário. Escritor judeu, nasceu no Canadá e se naturalizou cidadão estadunidense, Bellow é autor de As Aventuras de Augie March e Herzog, entre outros.

Em outubro é a vez de lembrar dois expoentes da literatura: Antônio Houaiss, tradutor, crítico literário, filólogo, lexicógrafo e ensaísta brasileiro, que nasceu em 15 de outubro, e Arthur Miller, dramaturgo norte-americano, cujo centenário será no dia 17. O primeiro é muito conhecido pelo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, e o segundo pelas peças Morte de um Caixeiro Viajante e As Bruxas de Salém.

Já em 12 de novembro será comemorado o centenário de nascimento de Roland Barthes, crítico literário, sociólogo, filósofo e semiólogo francês. Barthes usava a análise semiótica em revistas e propagandas, dividindo o processo de significação em dois momentos: denotativo (percepção simples, superficial) e conotativo (sistemas de códigos).

Finalmente em 27 de novembro, Adonias Filho, jornalista, crítico, ensaísta e romancista brasileiro faria 100 anos. É autor de obras como Renascimento do Homem e Luanda Beira Bahia, entre outras.


Vale lembrar que há cem anos Fernando Pessoa “matava” Alberto Caeiro, o mais ingênuo dos heterônimos criados por ele (há ainda Álvaro de Campos e Ricardo Reis) e também do próprio autor. Caieiro era um poeta ligado à natureza, que despreza todo tipo de pensamento filosófico por considerar que este obstrui a visão. Era um antimetafísico.

E, para encerrar as festividades literárias em 2015, no dia 23 de abril, quando se comemora o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, a cidade sul-coreana de Incheon receberá o título de Capital Mundial do Livro 2015, ostentando-o e realizando uma série de atividades voltadas à literatura até 2016.

Bons ventos literários para este ano. 

4 comentários:

  1. Lendo este post, tive algumas ideias para um projeto que estou pensando para meus alunos do 3o ano médio.

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    1. Que bom.
      Depois se quiser divulgar é só falar. Abs

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  2. Olá Cecilia, boa tarde!
    Você poderia postar autores e obras em destaque neste ano? Centenários e outras comemorações?

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  3. Olá. tive alguns contratempos nesse início de ano, mas vou fazer isso. Abs.

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