

Também, pudera, os preços estavam convidativos e os livros praticamente novos, para não dizer novos, e depois, eu primeiro pesquiso na internet e se a loja estiver localizada em São Paulo e for de fácil acesso, vou pessoalmente buscar, o que significa que não fico circulando pelo local. Entro, peço o livro, pago e vou embora, feliz da vida, com mais uma preciosidade nas minhas mãos.
O primeiro que comprei foi O ano do pensamento mágico, da escritora americana Joan Didion, que eu desejava desde o ano passado, quando os professores da pós falaram sobre ele. Na época, até uma peça de teatro sobre o livro estava sendo encenada em São Paulo. Não consegui assistir, mas o livro, com certeza, não escaparia do meu alcance. Até que nem demorou muito, se for considerar que na minha lista de livros a comprar há itens que esperam ser riscados há tempos.
O ano do pensamento mágico trata-se de um ensaio pessoal, no qual a autora narra o período de um ano que se seguiu à morte de seu marido, o também escritor John Gregory Dunne, e a longa doença de sua filha única. Não quero falar muito mais, deixarei para comentar depois, quando concluir a leitura.
O outro livro foi Stardust, do escritor inglês Neil Gaiman, com ilustrações de Charles Vess. Ao contrário do outro, fazia tempo que namorava esse livro e, também, diferentemente de "O ano..." cheguei a assistir ao filme adaptado da obra para o cinema em 2007, o que só fez aumentar ainda mais minha vontade em adquiri-lo. No entanto, só agora pude fazer, mesmo porque o preço estava bem camarada.
A história é belíssima e encantadora. É, na verdade, um magnífico conto de fadas (para adultos? pode ser), que mistura fantasia, aventura, suspense e romance, com trama envolvente e poética, magistralmente escrita por Gaiman, o mestre dos sonhos – e dos meus sonhos em particular. As ilustrações são maravilhosas, completando lindamente a narrativa.
A trama gira em torno de Tristan Thorn, um garoto de uma pequena cidade, que se apaixona pela menina mais bonita da região. Para provar o seu amor, a menina pede que Tristan traga uma estrela cadente que acabara de cair. Mas há um porém: essa estrela não caiu no mundo em que eles vivem, mas sim no mundo de fadas. Tristan terá então a tarefa de adentrar nesse lugar e enfrentar uma série de obstáculos para apanhar a estrela para sua amada.
Ler é tão bom, não? Faz a gente viajar por mundos que passam pelo real e pelo imaginário, próximos ou distantes, atingíveis e inatingíveis, mas sempre com o mesmo encanto e fascínio, e o que é melhor, prendendo a nossa atenção do início ao fim.